Um coração em Brasília: o Orgulho Autista e a voz da representatividade, por um músico e palestrante autista
- cantorlucassampaio
- 19 de jun. de 2025
- 3 min de leitura

O dia 18 de junho de 2025 ficará gravado na minha memória não apenas como o Dia do Orgulho Autista, mas como um marco de emoção, conexão e propósito. Estar em Brasília, o coração político do nosso país, para participar do seminário "Autismo em Perspectiva" promovido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), foi uma experiência que tocou profundamente a minha alma de músico autista e palestrante.
Não era apenas mais uma palestra; era a voz da neurodiversidade ecoando em um espaço de tamanha relevância, um testemunho vivo do poder da representatividade para a inclusão. Quero convidar você a sentir comigo a intensidade e a esperança desse dia, um relato da minha experiência de vida autista que, espero, ressoe em muitos corações.
O chamado de Brasília: um convite sobre pertencimento
Quando o convite do CFP chegou, senti uma mistura de responsabilidade e uma emoção quase indescritível. Era o Dia do Orgulho Autista, e eu, um músico e palestrante autista, teria a chance de falar sobre minha perspectiva como autista na vida adulta para profissionais que moldam a compreensão da mente humana.
Brasília, com sua arquitetura imponente e sua história de grandes decisões, parecia ganhar mais um grande significado para mim. Não era sobre os prédios de concreto, mas sobre o palco que se abria para a conscientização e a inclusão em um nível tão estratégico. Aquele dia prometia ser um capítulo especial na minha jornada, uma melodia de pertencimento que eu mal podia esperar para tocar.
No palco do CFP: minha voz, nossas histórias

Ao subir ao palco do Conselho Federal de Psicologia, senti uma energia diferente. Olhei para a plateia, composta por psicólogos e outros profissionais, e vi não apenas ouvintes, mas corações abertos. Minha palestra, durante o seminário "Autismo em Perspectiva", não era para "educar" no sentido tradicional, mas para compartilhar a minha verdade, a experiência de vida autista de alguém que navega o mundo adulto com suas particularidades e potências.
Falei sobre a música como minha linguagem universal, sobre os desafios superados e as alegrias encontradas, sobre o legado que almejo construir para a neurodiversidade. Cada palavra era tecida com emoção, cada frase era um convite à reflexão.
A importância da representatividade: vozes onde havia silêncio
A verdadeira magia daquele dia, para mim, estava na importância da representatividade. Ver uma autarquia tão relevante como o CFP abrir suas portas e seus ouvidos para a voz de um palestrante autista no Dia do Orgulho Autista é um sentimento indescritível. É o reconhecimento de que a inclusão não se faz apenas por leis ou decretos, mas por um entendimento profundo, que vem de quem vive a realidade.
É a neurodiversidade e arte se unindo para quebrar estigmas e mostrar a riqueza do espectro. Isso ressoa em todo o país: quando um órgão de tamanha influência reconhece e valoriza a experiência de vida autista, ele inspira outros a fazerem o mesmo. É um passo gigantesco para garantir que a inclusão seja uma realidade em cada canto do Brasil.
O Orgulho Autista como eco da esperança
Retornei a Maceió com o coração transbordando. A sensação de ter sido uma voz para a causa autista em um palco tão significativo, no Dia do Orgulho Autista, foi de extrema emoção e de dever cumprido. Levei comigo não apenas a lembrança da palestra, mas a certeza de que a conscientização pode crescer e de que a inclusão pode, sim, pavimentar o seu caminho, especialmente quando a música e a representatividade se unem.
É um legado que se constrói coletivamente, com a empatia como base e a esperança de que o futuro será mais acolhedor para todas as pessoas autistas e neurodiversas no Brasil e no mundo.
Minha passagem por Brasília, no Dia do Orgulho Autista, foi muito mais do que um evento; foi um lembrete vívido do poder da representatividade, da música e inclusão na transformação social. Como músico e palestrante autista, sigo firme na minha missão de ecoar a experiência de vida autista e de promover a neurodiversidade.
Se você se conectou com essa emoção e acredita no impacto da representatividade para a inclusão, convido você a acompanhar minha jornada e a se engajar nessa causa em meu Instagram. Juntos, podemos fazer do orgulho autista um sentimento diário em cada coração e em cada canto do nosso país.


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