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O futuro em nossas mãos: a visão de um músico e palestrante autista sobre a inclusão e os Três Poderes no Brasil

  • Foto do escritor: cantorlucassampaio
    cantorlucassampaio
  • 3 de jun.
  • 3 min de leitura


Se me pedissem para descrever o Brasil que sonho, a imagem que viria à mente não seria apenas a de paisagens exuberantes, mas a de uma nação onde cada voz, cada forma de pensar, de sentir e de existir, é genuinamente valorizada. Como músico autista brasileiro e palestrante, tenho percorrido palcos e cidades, compartilhando minha visão sobre o autismo e a neurodiversidade.


Mas, para que essa inclusão seja uma realidade em todo o âmbito nacional, precisamos olhar para as grandes estruturas que moldam nossa sociedade: os Três Poderes. Não venho com respostas prontas, mas com uma reflexão profunda sobre o papel que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário podem – e devem – ter para construir um Brasil onde a inclusão seja mais do que uma lei: uma vivência diária.


O Poder Executivo: mãos que conectam e implementam o futuro da inclusão


Minha visão de um futuro inclusivo para pessoas autistas no Brasil começa com o Poder Executivo, em todas as suas esferas – federal, estadual e municipal.


Que governantes e gestores não apenas criem políticas públicas para o autismo, mas realmente as implementando com sensibilidade e eficácia. Que as prefeituras garantam acessibilidade para pessoas autistas em espaços públicos, estados investindo em centros de referência com profissionais capacitados para a neurodiversidade, e que o governo federal coordene um esforço nacional para que os direitos dos autistas sejam não só reconhecidos, mas vivenciados.


É um Executivo com "mãos que conectam", que dialoga com as famílias, com as associações e com as próprias pessoas neurodivergentes para que as ações reflitam as necessidades reais, e não apenas números em relatórios.


O Poder Legislativo: fortalecendo a voz da Neurodiversidade


Quando penso no Poder Legislativo, vejo os parlamentares como condutores para uma nova conjuntura social. A legislação de inclusão é o fio condutor que dá forma a um futuro mais justo. Meu sonho é que no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores, as discussões sobre autismo e neurodiversidade sejam pautas prioritárias.


Que as vozes dos próprios autistas, de suas famílias e de especialistas sejam ouvidas e traduzidas em leis que realmente promovam a inclusão social e no mercado de trabalho inclusivo. É o Legislativo como um grupo onde cada deputado ou vereador toca sua parte, ajustando a legislação para garantir que a neurodiversidade seja um valor reconhecido e protegido, dando um rumo claro para a transformação social.


O Poder Judiciário: a balança que garante direitos e pesa a realidade


E no Poder Judiciário, vejo a balança da justiça pesando a realidade, garantindo que a inclusão seja mais do que uma aspiração. Meu olhar como músico autista reflete a esperança de que os tribunais se tornem verdadeiros guardiões dos direitos dos autistas, assegurando que as leis de inclusão sejam cumpridas e que a discriminação seja coibida.


É um Judiciário que entende as particularidades da neurodiversidade, que julga com sensibilidade e que é ágil para remover os obstáculos quando as políticas públicas falham em sua implementação. É a garantia de que, mesmo quando a execução ou a criação de leis tropeça, há um pilar forte que assegura que a inclusão não seja apenas um ideal, mas um direito inalienável.


A visão de um músico e palestrante autista de um Brasil para todos


Quando imagino esses Três Poderes atuando em harmonia, vislumbro uma verdadeira sinfonia inclusiva para o Brasil. Não se trata de uma utopia, mas de um futuro possível, construído com a conscientização de cada cidadão e a empatia como guia.


Como músico e palestrante autista, minha missão é continuar a ecoar essa mensagem, inspirando a colaboração entre as esferas de poder e a sociedade. É um convite para que cada um de nós – e, em especial, nossos representantes – perceba que a inclusão não é um favor, mas a chave para o progresso, para um legado de equidade e para um país que celebra a beleza da neurodiversidade em cada um de seus habitantes.


A inclusão de pessoas autistas no Brasil não é um fardo, mas uma oportunidade de crescimento e inovação para toda a nação. Minha visão como músico e palestrante autista é clara: precisamos de um compromisso renovado dos Três Poderes – Executivo implementando, Legislativo tecendo e Judiciário garantindo – para que as políticas públicas se tornem ações inclusivas que transformem a realidade da neurodiversidade.


É um caminho que se constrói coletivamente, com empatia, diálogo e a crença de que, juntos, podemos afinar as leis e as práticas para um Brasil mais justo. Se você se conecta com essa visão e quer ser parte ativa dessa transformação social, convido você a acompanhar meu trabalho e a se engajar nessa discussão no meu Instagram e no meu canal do YouTube.

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